Professora morre com suspeitas de H1N1 em Colatina

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PROFESSORA_COLATINA-300x300Com suspeitas da gripe H1N1, morreu na manhã deste domingo (15) a professora Patrícia Ferrari Laporte, na Casa de Saúde Santa Maria, em Colatina, município localizado na Região Noroeste do Espírito Santo. A velocidade com a qual evoluiu o estado de saúde da professora assustou não somente os familiares, mas também os profissionais que a atenderam.

Segundo o tio de Patrícia, Edelmir Ferrari, na última quinta-feira (12) ela procurou por um médico porque estava tossindo muito. “Ela fez uma radiografia que deu uma manchinha no pulmão, muito pequena. E voltou para casa”.

Na manhã do dia seguinte, 13 de maio, a professora passou mal, sentiu falta de ar e foi ao hospital. “Colocaram uma máscara de ar nela e, às 17 horas, foi para o quarto. Cinco horas depois, às 22 horas, já a levaram para a UTI. Tudo evoluiu de 10 da manhã às 10 da noite”, contou, assustado, o tio. Às 10h50 deste domingo (15), Patrícia Ferrari Laporte morreu.

A equipe do Gazeta Online conversou com o médico intensivista e clínico geral Luiz Carlos Fontana, que atendeu Patrícia no isolamento da UTI da Casa de Saúde Santa Maria. “Ela chegou aqui entubada e começamos todos os procedimentos para salvar a vida dela. Fizemos de tudo. Mesmo com os medicamentos, ela não reagiu”, lamentou.

O médico informou que, no atestado de óbito, a causa da morte consta “pneumonia – choque séptico – insuficiência renal”, mas, por conta de todos os sintomas indicarem a gripe H1N1, foi feita a coleta para exames laboratoriais que vão mostrar se a professora é ou não mais uma vítima da epidemia no Espírito Santo. O resultado demora de 20 a 30 dias.

Patrícia Ferrari Laporte deixa uma filha de três anos (Sofia) e o marido (Luciano). O corpo é velado na área hípica da APAE Colatina.

Pavor, contágio e preconceito

O tio de Patrícia contou à reportagem que teve dificuldades para encontrar um local na cidade para realizar o velório da sobrinha, devido às circunstâncias de suspeita de H1N1. “As pessoas estão com medo, com receio”, comentou. Edelmir desabafou ainda que a própria família não sabe o que fazer. “Está todo mundo apavorado e com dúvidas”.

Caso Patrícia seja mesmo mais uma vítima do H1N1, como os familiares que tiveram contato com ela devem proceder?

O infectologista Lauro Ferreira Pinto Neto falou ao Gazeta Online que esse pavor, embora compreensível, pode ser amenizado. Segundo ele, de 2009 até agora, não há registros de casos secundários fatais da doença. “Não temos visto casos secundários com morte, mas o médico que atendeu a Patrícia pode orientar a família. Geralmente só é feita a profilaxia em pessoas que tiveram contato com alguém infectado e que sejam do grupo de risco”, explicou.

O médico Luiz Carlos Fontana, que atendeu Patrícia na UTI, pediu que familiares que tiveram contato com ela e que apresentem sintomas da doença procurem por um médico de preferência. Quem não tiver sintomas da doença, mesmo em contato com a vítima, pode procurar um órgão de saúde da cidade para receber demais orientações.

H1N1 no Espírito Santo

A Secretaria de Estado de Saúde não comentou sobre o caso e reforçou que os dados sobre a gripe H1N1 no Espírito Santo são divulgados semanalmente, às terças-feiras. No último boletim, divulgado dia 10 de maio, havia confirmação de 13 mortes por H1N1 no Estado. Outras 40 mortes estavam sob investigação.

Segundo a Sesa, todas as notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave são investigadas para identificar o agente causador. Neste ano, até o dia 9 de maio, a secretaria recebeu 386 notificações. Deste total, 64 casos de H1N1 foram confirmados por exames laboratoriais.

Por Débora Milke e Laila Magesk

Com suspeitas da gripe H1N1, morreu na manhã deste domingo (15) a professora Patrícia Ferrari Laporte, na Casa de Saúde Santa Maria, em Colatina, município localizado na Região Noroeste do Espírito Santo. A velocidade com a qual evoluiu o estado de saúde da professora assustou não somente os familiares, mas também os profissionais que a atenderam.

Segundo o tio de Patrícia, Edelmir Ferrari, na última quinta-feira (12) ela procurou por um médico porque estava tossindo muito. “Ela fez uma radiografia que deu uma manchinha no pulmão, muito pequena. E voltou para casa”.

Na manhã do dia seguinte, 13 de maio, a professora passou mal, sentiu falta de ar e foi ao hospital. “Colocaram uma máscara de ar nela e, às 17 horas, foi para o quarto. Cinco horas depois, às 22 horas, já a levaram para a UTI. Tudo evoluiu de 10 da manhã às 10 da noite”, contou, assustado, o tio. Às 10h50 deste domingo (15), Patrícia Ferrari Laporte morreu.

A equipe do Gazeta Online conversou com o médico intensivista e clínico geral Luiz Carlos Fontana, que atendeu Patrícia no isolamento da UTI da Casa de Saúde Santa Maria. “Ela chegou aqui entubada e começamos todos os procedimentos para salvar a vida dela. Fizemos de tudo. Mesmo com os medicamentos, ela não reagiu”, lamentou.

O médico informou que, no atestado de óbito, a causa da morte consta “pneumonia – choque séptico – insuficiência renal”, mas, por conta de todos os sintomas indicarem a gripe H1N1, foi feita a coleta para exames laboratoriais que vão mostrar se a professora é ou não mais uma vítima da epidemia no Espírito Santo. O resultado demora de 20 a 30 dias.

Patrícia Ferrari Laporte deixa uma filha de três anos (Sofia) e o marido (Luciano). O corpo é velado na área hípica da APAE Colatina.

Pavor, contágio e preconceito

O tio de Patrícia contou à reportagem que teve dificuldades para encontrar um local na cidade para realizar o velório da sobrinha, devido às circunstâncias de suspeita de H1N1. “As pessoas estão com medo, com receio”, comentou. Edelmir desabafou ainda que a própria família não sabe o que fazer. “Está todo mundo apavorado e com dúvidas”.

Caso Patrícia seja mesmo mais uma vítima do H1N1, como os familiares que tiveram contato com ela devem proceder?

O infectologista Lauro Ferreira Pinto Neto falou ao Gazeta Online que esse pavor, embora compreensível, pode ser amenizado. Segundo ele, de 2009 até agora, não há registros de casos secundários fatais da doença. “Não temos visto casos secundários com morte, mas o médico que atendeu a Patrícia pode orientar a família. Geralmente só é feita a profilaxia em pessoas que tiveram contato com alguém infectado e que sejam do grupo de risco”, explicou.

O médico Luiz Carlos Fontana, que atendeu Patrícia na UTI, pediu que familiares que tiveram contato com ela e que apresentem sintomas da doença procurem por um médico de preferência. Quem não tiver sintomas da doença, mesmo em contato com a vítima, pode procurar um órgão de saúde da cidade para receber demais orientações.

H1N1 no Espírito Santo

A Secretaria de Estado de Saúde não comentou sobre o caso e reforçou que os dados sobre a gripe H1N1 no Espírito Santo são divulgados semanalmente, às terças-feiras. No último boletim, divulgado dia 10 de maio, havia confirmação de 13 mortes por H1N1 no Estado. Outras 40 mortes estavam sob investigação.

Segundo a Sesa, todas as notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave são investigadas para identificar o agente causador. Neste ano, até o dia 9 de maio, a secretaria recebeu 386 notificações. Deste total, 64 casos de H1N1 foram confirmados por exames laboratoriais.

Fonte: Gazeta Online

 

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